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história da OIA

NASCEU PARA NÃO SER PEQUENA, POIS NÃO SE CALA

A OIA editora é uma editora nordestina, situada em São Paulo. Vou começar por aqui.

Há muito fazia design, publish e branding, ora fazendo capas e diagramações, ora fazendo projetos de identidade visual, criação de marcas. O design sempre esteve presente etc, sempre como freelancer. Tive tempo, durante dez anos, dedicar-me na profissão de iluminador cênico. Desenhava e pintava desde os sete. Dirigia teatro. Escrevia dramatugia desde os catorze. Escrita e apego pelo visual sempre estiveram presentes. As pessoas e suas histórias sempre estiveram presentes. Desde sempre, sabia que um dia me "sossegaria", realizando o sonho da minha vida: Ter minha editora e publicar meus próprios livros.

No mercado editorial, sem perceber, já era capista, diagramador, designer gráfico, dramaturgo e prosador. Pessoas sempre vieram a mim para eu dar palpites nos textos que escreviam. Sempre tive o prazer de ler e sempre, achava que tudo o que se escreve podia ser melhor. Que escrita era carpintaria. Que palavras, gramática e dicionários eram ferramentas. Que estórias eram projetos.

Como tudo que fiz na vida, aos cinquenta falei para minha companheira que, desta vez, não iria mais procrastinar. Realizaria meu sonho, tentando abandonar uma depressão sempre presente, duas tentativas de suicídio e toda a droga que sentia ser minha vida. Depois de cursos da chamada "escrita criativa" me foder e travar completamente minha escrita, com suas formulinhas idiotas de storytelling, resolvi procurar quem de fato "entendia do riscado". Marcelino Freire salvou a mim, meus personagens e minhas estórias. Paulo Scott mexeu com minha cabeça. Pedro Gonzaga me trouxe o amor pelos estudos e por textos mais sofisticados. Teoria! Precisava muito. Minha cabeça passou a fluir na prosa com a mesma intensidade que fluía na dramaturgia.

Carlo Benevides

Carlo Benevides - Idealizador da OIA

Dos cursos, relações e aproximação com mestres, vieram amizades literárias (o bem mais precioso de escritores e editores). Pessoas que escreviam. Talentos que nosso fracassado modelo educacional e de mercado editorial (que nunca ensinou brasileiros e brasileiras gostarem de ler) deixaram passar. Os reuni em um projeto chamado TIRO DE LETRA. Foi seleção natural. Ficaram as melhores pessoas e as menos afetados com seus egos. Transformei este projeto de coletânea em projeto editorial de fundação da Editora. Pensava em um nome. Eu disse, dane-se! Neste país, quase ninguém lê. Tudo mundo "oia" e pula fora. E a OIA editora saiu como um desabafo cáustico. Típico. E engraçadinho para muitos. Típico. E a coletânea foi lançada dia 07 de dezembro de 2021 (data de aniversário da OIA).

No início, somente pessoas iluminadas como Sérgio Anauate, Suzana Pagot e Pedro Gonzaga, acreditavam na OIA como uma realidade para o futuro. Fui atrás do que me incomodava: Contatos e estudo. Muito estudo. Livros e mais livros de teoria e crítica literária. Cursos de edição e tudo o que podia aprender sobre mercado editorial, revisão, projeto editorial, administração financeira, direitos autorais, paratextos, documentação, prospecção e planejamento de obras. Depois de janeiro de 2022 já havia lançado mais dois livros e, depois de três publicados, a brincadeira acaba, amigo. O bicho pega. Seu nome começa a ser falado, mesmo com muita desconfiança de que você um dia poderia ser um editor respeitado.

 

Depois de três obras publicados e mais dez sendo editadas, inclusive meu próprio livro solo, acredite, não há mais volta. Já está viciado. Toda a sua cabeça gira em torno da literatura, da sua escrita e editora. Sentia-me o melhor dos editores, pelos elogios rasgados. A natural arrogância de todos que iniciam em algo competitivo. A sorte de ser um cinquentão com muita porrada na vida e couro grosso nas costas, fez a ficha cair com a mesma velocidade que sobe, daí meu mantra a seguir que carrego e carregarei até o fim:

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Carlo Benevides exibe o cartaz da
Semana OIA na RIA, por Paulo Stocker

A OIA sempre soube o seu lugar.
Sempre teve clara noção do seu tamanho.
Nunca se importou em ser pequena e desconhecida.

Mas a OIA tem uma coisa, meu velho.

Peixeira nas mãos de cearense brabo.

Um comichão que não a faz calar a boca,
baixar os olhos ou se encurvar em pequenez.

Quando percebi estava com doze obras publicadas que necessitavam ser lançadas em um espaço literário. Pensei como pensaria qualquer agitador com o mesmo grau de loucura e estoque de óleo de peroba em casa: Fechar uma semana somente da OIA em uma livraria. E tinha que ser a RIA, pois não conheço alguém que mais ama livros e agitos literários que o amado Marcos Benuthe. E quando vi, a SEMANA OIA NA RIA já tinha acontecido no mês de julho/2022, trazendo, vejam só, "autores(as) da OIA" de quase todos os cantos do Brasil.

Com quinze autores e autoras circulando no núcleo da OIA e, muita grana investida, inclusive em apostas editoriais que não mereciam, hoje sei, um único centavo, aprendi da forma mais humana que se aprende a ser um verdadeiro Editor Responsável e Executivo de uma Editora: APANHANDO MUITO. E apanhei bastante, a tempo de não me acostumar com as dores. Quase namorei com um enfarto. Descobri que, também na literatura, são poucos os que não gostam do nosso passado do chicote e de senzala. A maioria, em imenso egocentrismo imbecil, criado por um país de história escravista, da ação de saqueadores e exploradores do trabalho humano, batem quando você dá mão e a beija quando você se comporta como um FDP.

A OIA teve que aprender, forçadamente, a ser uma editora capitalista, pero sem perder sua essência e a decência com que trata seus escritores, colaboradores, parceiros e equipe. Só deixei de ser besta. Hoje sei como funcionam eventos, feiras, mesas de debates, premiações, distribuição e divulgação de livros. Sei como funciona a maquinaria das boas relações, o meio de campo, os mestres que devemos reverência e aqueles que te abrem portas. Descobri também o lado ruim. Descobri gráficas disfarçadas de editoras. A postura pedante de muitos editores. Quem engana quem no mundo literária. E como enganam! Os que te passam a perna. E como passam! Os que infaltilmente te querem na sarjeta, mesmo você bancando seus livros. Aprendi na marra por instinto de proteção e sobrevivência, sei que me entende.

 

Colega. Entende agora o porquê da OIA dar muito mais valor a obra do que ao seu autor?

Hoje estou mais tranquilo e mais agitador ainda. Mas sei onde e quando atirar com letras no alvo certo. Finquei a OIA de vez na cena literária brasileira. E quem deseja morrer pequeno é quem se acha pequeno. Hoje, os que me cercam, os que apresento como meus autores e autoras, equipe da OIA e colaboradores, são pessoas as quais aprendi a respeitar e amar. O futuro? Faço um desafio: Entre na OIA e você descobrirá que não estou para brincadeira, principalmente para com a sua obra. Não tenho sorrisinhos falsos e pegadinhas para esfolar seu bolso. Não estou para te enganar. Não lançarei cursinho ou oficinas caça níqueis. Não violarei na maior cara de pau, direitos autorais de escritores(as) com a chantagem de aqui poder serem premiados. Fazendo pessoas pagarem toda a produção de seu livro e ainda lhe cobrarem exemplares. Não abrirei seleções de araque, dizendo que você é bom pacas, para no fim, o infeliz me pagar todo o orçamento da produção do livro, sozinho ou junto com amigos e familiares.

Trouxe pessoas que admiro e formei a primeira equipe definitiva. Não sou mais o reino de um homem só. Pessoas como Thiago Medeiros, Nayara Lucena e colaboradores de respeito, apego e paixão pela OIA, apontam para uma editora de coragem e objetivos muito bem definidos. Grandes projetos prontos para saírem do papel. Estrutura hoje, para abrigar qualquer autor de qualquer nível para ser publicado por nós.

E tem a quem devo tudo: Minha saúde mental e física. Meu eterno amor e eterna esposa/namorada/musa/paixão, Luciana Escudeiro - A Presidente da OIA. A "Dona OIA", para a qual tudo dedico.

A missão da OIA é e sempre será única, com muito profissionalismo e dedicação:


Representar você durante o período contratual, 
respeitando, como pouquíssimas editoras fazem, seus direitos autorais, sua persona e OBRA literária, sem chantageá-lo com falsas promessas de premiação e sucesso imediato e único intuito de ferrar com o seu bolso. Não se brinca com a sua escrita e seus direitos, aqui na OIA.

Carlo Benevides